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ED 041
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Um andar a mais no post mais linkado

Ache o post mais linkado do seu tema, escreva a versão mais completa, avise quem linkava e leia o resultado no Search Console.

Maquete de cidade em papel claro sobre mesa de madeira escura, vários prédios baixos de alturas parecidas e um único prédio bem mais alto no centro, com um bloco de papel extra apoiado no topo dele como um andar novo, esquadro de metal e estilete ao lado, luz fria de manhã entrando pela esquerda, sem nenhuma pessoa por perto

Quem constrói mais alto recebe o olhar.

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O cooler do notebook zumbe baixo, o café esfriou na caneca, e a tela mostra dez resultados azuis para a busca que você queria ganhar.

O seu post está na segunda página. Os três primeiros não são melhores que o seu em tudo, mas têm uma vantagem que texto bem escrito sozinho não compra: dezenas de outros sites apontando para eles.

Esses apontamentos são os backlinks (links de outros sites que levam até uma página sua). Para o Google, cada um funciona como um voto de confiança, e página com muitos votos sobe.

Quem começa um blog costuma esperar que os links cheguem sozinhos. Eles chegam, mas devagar, e quase sempre para quem já tem audiência. O blog novo fica numa fila comprida, sem saber quantas pessoas estão na frente nem onde ela termina.

Existe um atalho com método, e ele não depende de pagar nada nem de pedir favor a amigo. Parte de uma pergunta simples: se um post já convenceu dezenas de sites a linkar, quem são esses sites, e o que eles ganhariam trocando o link por um conteúdo melhor?

A resposta vira três movimentos. Achar a página mais linkada do seu tema. Escrever uma versão mais completa, mais atual e mais fácil de usar. E avisar, um por um, os donos dos sites que linkavam a antiga.

Nenhum dos três exige ferramenta cara. O primeiro cabe numa tarde com um verificador gratuito de links, o segundo pede o esforço de um post caprichado, e o terceiro é uma lista de emails curtos, escritos à mão.

A técnica tem autor, batismo e data, e o caso que a lançou traz números publicados. Nas três partes abaixo, ela sai desmontada: de onde veio, como aplicar no seu blog nesta semana e qual relatório do Search Console conta, sessenta dias depois, se ela funcionou.

Continue lendo ↓

I  A técnica de hoje

O prédio mais alto da rua

A técnica de hoje é a Skyscraper (arranha-céu, em inglês), batizada por Brian Dean no blog Backlinko em 2013: achar o conteúdo mais linkado do seu tema, construir uma versão mais alta e avisar quem apontava para a antiga. Três movimentos, nessa ordem.

Brian Dean, fundador do Backlinko, comparou a técnica a olhar para o prédio mais alto de uma cidade. Ninguém comenta o oitavo prédio mais alto; todo mundo comenta o mais alto. Quem constrói um andar a mais em cima dele muda o endereço da atenção.

No caso que publicou no Backlinko em 2013, Dean escreveu uma lista de fatores de ranqueamento (os critérios que o Google usa para ordenar resultados), mais extensa que as que circulavam, e mandou 160 emails para donos de sites que linkavam listas parecidas. Voltaram 17 links, uma taxa de 11%, e ele relatou que o tráfego vindo da busca cresceu 110% em catorze dias.

POR QUE O AVISO É O MOTOR

A parte que costuma ser esquecida é a terceira. Post melhor sem aviso fica esperando ser descoberto, igual ao antigo esperava. O aviso encurta o caminho: quem já linkou para um tema provou que se importa com ele e tem uma página onde o link cabe.

Assim, a lista de contatos não sai de qualquer busca. Ela sai dos sites que já apontaram para o conteúdo original. São pessoas que já tomaram a decisão uma vez; você só oferece um destino melhor para a mesma escolha.

"O conteúdo é onde espero que boa parte do dinheiro de verdade seja feito na internet." Bill Gates, Content is King, 1996.

Gates escreveu o ensaio quando a rede ainda engatinhava. A Skyscraper leva a frase ao pé da letra, com uma condição: conteúdo só rende quando alguém fica sabendo dele.

O QUE CONTA COMO MAIS ALTO

Mais alto não quer dizer mais longo. Um post de oito mil palavras que repete o original com enchimento perde no primeiro clique. O andar a mais vem de quatro lugares: dado mais recente, cobertura de pontos que o original pulou, exemplos aplicados e um formato mais fácil de consultar, com índice, tabela ou lista de verificação.

Se o original tem dez itens de 2019, o seu tem os dez revisados, mais os que surgiram depois, cada um com um exemplo real. Se o original é um texto corrido, o seu vira passo a passo com captura de tela. O dono do site que linkava percebe a diferença em trinta segundos, ou não percebe nenhuma.

 
 

II  No seu blog

Da lista de links ao primeiro email

O passo de hoje escolhe uma busca do seu nicho, acha a página com mais sites apontando para ela, escreve a versão mais completa no seu blog e manda um email curto para cada site da lista. Uma busca, uma página, uma lista.

Escolha uma busca que já traz visitas para quem está no topo e em que o seu blog tem repertório. Tema fora da sua especialidade vira post raso, e post raso não convence ninguém a trocar link.

OS CINCO PASSOS

1.  Digite a busca no Google e abra os cinco primeiros resultados. Cole cada endereço num verificador gratuito de backlinks, como o do Ahrefs ou o do Semrush, e anote quantos domínios diferentes apontam para cada página.

2.  Fique com a página que tem mais domínios apontando. Copie a lista desses domínios para uma planilha, com uma coluna para o endereço exato da página que linka.

3.  Leia o original com uma caneta na mão e anote as lacunas: dado velho, passo pulado, pergunta sem resposta, exemplo genérico. Cada anotação vira um bloco do seu post.

4.  Escreva e publique a versão nova. Coloque no topo um índice clicável e uma data de atualização visível, porque quem recebe o seu email vai conferir as duas em segundos.

5.  Para cada site da planilha, encontre a pessoa que cuida do conteúdo e mande um email de quatro frases: onde viu o link, o que mudou no seu post, o endereço e uma oferta sem pressão.

O passo 5 pesa mais que os outros quatro. Email genérico, copiado para cem endereços, cai no filtro de spam ou no arquivo morto. Email que cita a página exata onde o link está mostra que houve uma pessoa lendo.

O EMAIL DE QUATRO FRASES

Primeira frase: vi que a sua página sobre tal assunto aponta para o guia X. Segunda: publiquei uma versão atualizada, com os pontos Y e Z que o guia não cobre. Terceira: o endereço. Quarta: se fizer sentido para quem lê o seu site, fica como opção de link.

Sem elogio inventado, sem cobrar retorno em prazo, sem anexo. Mande de um endereço com o domínio do seu blog, que passa mais confiança que uma conta de email gratuita.

O QUE NÃO FAZER

Não mande o email antes de o post estar no ar e revisado. A pessoa clica uma vez só; se encontrar erro de digitação ou link quebrado, não volta.

Não insista mais que uma vez. Um lembrete gentil sete dias depois é o limite; a terceira mensagem transforma um possível parceiro em alguém que marca o seu domínio como indesejado.

 

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III  O número pra olhar

Sites novos apontando para a página

O número pra olhar: quantos sites diferentes apontam para o seu post novo, lido no relatório Links do Google Search Console, na tabela das páginas com mais links externos, no dia da publicação e sessenta dias depois. Conta site, e cada site vale um voto.

O Search Console é a ferramenta gratuita do Google que mostra como o buscador enxerga o seu site. No menu lateral, o item Links abre um relatório com as suas páginas que mais recebem links de fora e, para cada uma, quantos sites diferentes apontam para ela.

Conte sites, e não links. Um único blog que cita o seu post no rodapé de todas as páginas gera centenas de links e vale como um voto só. A coluna de sites que linkam separa a votação real da repetição.

POR QUE SESSENTA DIAS

O Google precisa rastrear a página que linka antes de registrar o link, e site pequeno pode levar semanas para ser revisitado. O relatório também demora a atualizar. Uma leitura na primeira semana mostra zero mesmo quando os links já existem.

Sessenta dias dão tempo para os emails serem respondidos, para os donos dos sites editarem as páginas e para o Google passar por elas. Antes desse prazo, a contagem engana para baixo.

COMO LER A CONTAGEM

Anote a linha do post novo no dia da publicação, quase sempre em branco. Sessenta dias depois, compare a contagem de sites com a quantidade de emails enviados. Se você mandou 50 emails e o relatório mostra 5 sites novos, a taxa ficou em 10%, perto dos 11% do caso de Brian Dean.

Taxa abaixo de 3% indica que o problema está antes do email: o post não ficou alto o bastante, ou a lista trouxe sites que não tratam do assunto. Releia o original e o seu lado a lado antes de mandar a próxima rodada.

A RESSALVA

O Search Console mostra uma amostra, e não todos os links que o Google conhece. Confirme os sites que responderam ao seu email abrindo a página deles e procurando o seu endereço; a planilha do passo 2 guarda a prova que o relatório pode omitir.

Olhe também a posição do post na busca escolhida, no relatório Desempenho do próprio Search Console. Os sites que linkam são a causa; a posição é o efeito, e ela costuma andar depois dos links.

17 links em 160 emails, taxa de 11%. Foi o placar do primeiro caso da Skyscraper (Brian Dean, Backlinko, 2013).

"Qual é a página mais linkada do seu tema, e qual lacuna ela deixou aberta?"

 
 
Sua jornada
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Quiz da edição

No caso publicado em 2013 que lançou a técnica Skyscraper, quantos links voltaram depois do envio de 160 emails para donos de sites que linkavam listas parecidas?

A11 links
B27 links
C17 links
D34 links

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
Sua avaliação

Como foi a edição de hoje?

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Amanhã nesta news

ED 042 · amanhã às 07:30

A capa larga que abre o Discover

Imagem de 1200 px, uma linha no cabeçalho de cada post e a aba do Search Console que acende quando o blog…

 
 
 

Até amanhã, com o próximo passo.

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