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Opt-in de dois passos: o botão antes do formulário

Um clique pequeno antes do email, o caminho pra montar no blog e o par de números que mostra se valeu.

Dedo prestes a tocar um botão azul na tela de um celular apoiado numa mesa clara

Primeiro o clique, depois o email.

▼
 

O clique do mouse soa seco na mesa de madeira, e logo depois vem o silêncio da página que não mudou. Na barra lateral do blog, a caixa de inscrição segue lá, com o campo de nome, o campo de email e o botão cinza embaixo.

A blogueira abre o relatório da semana. O post mais lido ensina a precificar ilustração por encomenda, recebeu alguns milhares de visitas e rendeu poucos cadastros. A caixa aparece pra todo mundo que rola a página. Quase ninguém escreve nela.

Ela faz o teste no próprio celular. Rola o post até o fim e vê o formulário de frente: dois campos em branco esperando dado pessoal, antes de qualquer gesto de interesse. A sensação é de balcão de repartição. Ninguém pediu ainda, e o formulário já está cobrando.

O leitor que chega pela busca está no meio de outra tarefa. Veio atrás de um preço, achou, e o formulário aberto pede um compromisso que ele ainda não decidiu assumir. Fechar a aba custa menos que pensar.

Agora imagine a mesma página com uma diferença só. No lugar dos dois campos, um botão com uma frase: quero a tabela de preços pronta. Nada pra preencher. Só um clique, que qualquer curioso dá sem pensar.

O campo de email aparece depois desse clique, numa janela pequena por cima do texto. Quem clicou já disse sim uma vez. Dizer sim de novo, digitando o email, pesa menos do que dizer o primeiro.

Profissionais de marketing chamam o formato de opt-in de dois passos, e a ideia dele vem de um experimento de psicologia feito na Califórnia em 1966, muito antes de existir blog ou caixa de inscrição.

O formato tem uma mecânica simples, um jeito de montar no seu blog com ferramenta que você provavelmente já usa, e um par de números que conta se a troca valeu.

A seguir: de onde vem a força do primeiro clique, como trocar a caixa aberta pelo botão em uma tarde, e qual conta entre cliques e cadastros mostra o resultado.

Continue lendo ↓

 

Quem banca a edição de hoje

Blu Dot surpasses 2,000% ROAS with self-serve CTV ads

Home furniture brand Blu Dot blew up on CTV with help from Roku Ads Manager. Here’s how:

After a test campaign reached 211,000 households and achieved 1,010% ROAS, the brand went all in to promote its annual sales event. It removed age and income constraints to expand reach and shifted budget to custom audiences and retargeting, where intent was strongest.

The results speak for themselves. As Blu Dot increased their investment by 10x, ROAS jumped to 2,308% and more page-view conversions surpassed 50,000.

“For CTV campaigns, Roku has been a top performer,” said Claire Folkestad, Paid Media Strategist, Blu Dot. “Comping to our other platforms, we have seen really strong ROAS… and highly efficient CPMs, lower than any other CTV partner we've worked with.”

Using Roku Ads Manager, the campaign moved from a pilot to a permanent performance engine for the brand.

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I  A técnica de hoje

O sim pequeno que abre a porta

A técnica: o opt-in de dois passos, que troca o formulário aberto por um botão; o campo de email só aparece depois do clique, numa janela por cima da página. O pedido grande chega depois de um pedido pequeno já aceito.

A base do formato está num estudo de Jonathan Freedman e Scott Fraser, da Universidade Stanford, publicado em 1966 no Journal of Personality and Social Psychology. Os dois testaram o que acontece quando um pedido pequeno vem antes de um grande.

No experimento mais citado, pesquisadores pediam a moradores que instalassem no jardim uma placa grande e feia sobre direção segura. Entre quem recebeu só esse pedido, cerca de 17% aceitou.

Outro grupo tinha recebido, duas semanas antes, um pedido mínimo: colar na janela um adesivo pequeno com a mesma mensagem. Nesse grupo, cerca de 76% aceitou a placa grande depois.

Os autores chamaram o efeito de pé na porta. Quem diz sim a um pedido pequeno passa a se ver como alguém que apoia aquela causa, e tende a agir de acordo quando o pedido cresce.

O BOTÃO COMO ADESIVO NA JANELA

No blog, o botão faz o papel do adesivo. Clicar não custa nada, não expõe dado nenhum e não obriga a seguir em frente. Por isso tanta gente clica.

Quando a janela abre com o campo de email, o leitor já agiu em favor da oferta. Fechar a janela agora contradiz o gesto que ele acabou de fazer, e a maioria prefere completar.

Robert Cialdini, em As Armas da Persuasão (1984), descreve o mesmo motor como o princípio do compromisso e da coerência: a pessoa quer parecer coerente com o que já fez, até pra si mesma.

O FORMULÁRIO ABERTO PEDE CEDO DEMAIS

A caixa aberta na barra lateral pede o compromisso inteiro no primeiro contato. Dois campos em branco viram uma pequena tarefa, e tarefa sem motivo claro é adiada pra nunca.

O botão separa a decisão em duas partes menores. A primeira mede o interesse; a segunda pede o dado de quem já mostrou interesse.

O QUE O FORMATO NÃO RESOLVE

Oferta fraca continua fraca com botão. Se o leitor não quer o que está atrás do clique, ele não clica, e o segundo passo nunca chega a ser testado.

Janela que abre sozinha, sem clique, também fica de fora. O formato depende de o leitor ter pedido a janela; a mesma janela imposta vira interrupção.

O botão pede um sim que não custa nada; o campo de email chega depois, pra quem já disse sim.

 
 

II  No seu blog

Do formulário ao botão em uma tarde

O passo: escolher o post com mais visitas, trocar a caixa aberta por um botão com a oferta e configurar a janela com o campo de email pra abrir só no clique. O primeiro fica pronto numa tarde.

ESCOLHER O POST E A OFERTA

No GA4, abra Relatórios, Engajamento, Páginas e telas, e ordene pelos últimos 30 dias. O post do topo da lista recebe o primeiro botão, porque é nele que o volume conta mais rápido.

A oferta precisa caber numa frase de botão. Prefira o resultado concreto do post: a tabela pronta, o modelo preenchido, a lista conferida. Assine a newsletter é frase fraca pra botão.

MONTAR O BOTÃO E A JANELA

1. Na ferramenta de email, crie um formulário do tipo janela (pop-up, ou modal) e desligue a abertura automática por tempo ou por rolagem.

2. Copie o código ou a classe que a ferramenta gera pra abrir a janela no clique. MailerLite, ConvertKit e Beehiiv oferecem a opção com nomes parecidos.

3. No post, coloque um botão com a frase da oferta escrita em primeira pessoa: quero a tabela de preços pronta. Ligue o botão à janela.

4. Deixe na janela só o campo de email e um botão de envio. Nome fica pra depois; cada campo extra devolve parte do atrito que o botão tirou.

5. Repita o título da oferta no topo da janela, com as mesmas palavras do botão, pra o leitor reconhecer que abriu o que pediu.

ONDE COLOCAR O BOTÃO

Coloque o botão em dois pontos do texto: logo depois do trecho que mais desperta vontade de aplicar, e no fechamento do post.

No celular, confira se o primeiro botão aparece antes da metade da rolagem. Botão escondido no fim da página mede pouco, porque pouca gente chega lá.

MARCAR A ORIGEM

Dê ao formulário da janela uma tag (etiqueta que separa o assinante por origem) própria. Sem a etiqueta, o cadastro pelo botão se mistura com o da barra lateral e a comparação fica impossível.

ONDE O DOIS PASSOS ERRA

O erro mais comum é a janela que demora a abrir. Um segundo de espera depois do clique já basta pra parte dos leitores desistir.

O segundo erro é o botão que promete uma oferta e a janela que pede outra. O leitor clicou pela tabela de preços; se a janela fala em novidades do blog, o compromisso do primeiro clique se perde.

 

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III  O número pra olhar

Cliques no botão contra cadastros terminados

O número pra olhar é o par entre cliques no botão e cadastros terminados na janela, no mesmo post, nos mesmos 30 dias. Cadastros divididos por cliques, vezes cem, dão a taxa do segundo passo.

O par conta duas histórias separadas. Os cliques dizem se a oferta atrai; os cadastros sobre cliques dizem se a janela segura quem chegou até ela.

ONDE ACHAR OS NÚMEROS

Os cliques no botão saem do GA4. Ative a medição otimizada, que registra cliques em links, ou crie um evento com o nome do botão. Filtre pelo endereço do post e pelas datas do teste.

Algumas ferramentas de email contam a abertura da janela no próprio painel do formulário. Quando a contagem existe, ela serve como cliques e dispensa o GA4.

Os cadastros saem da ferramenta de email, filtrados pela etiqueta do formulário da janela, nas mesmas datas.

COMO LER O PAR

Muitos cliques e poucos cadastros: a oferta atrai, e a janela perde gente. Confira se ela abre rápido, se pede só o email e se repete as palavras do botão.

Poucos cliques e cadastros altos sobre eles: a janela funciona, e a oferta ou a frase do botão está fraca. Reescreva o botão com um resultado mais concreto, ou suba o botão no texto.

Poucos cliques e poucos cadastros: o problema começa antes do formato. A oferta não conversa com o post, e o primeiro passo é trocar o que está atrás do botão.

Muitos cliques e cadastros altos: o formato pegou. Leve o botão pro segundo post da lista de visitas.

COMPARAR COM A CAIXA ANTIGA

Pra saber se o botão venceu a caixa aberta, compare os cadastros por visualização da página dos 30 dias com o botão contra os 30 dias anteriores, com a caixa.

O QUE O PAR NÃO MOSTRA

O par diz quem entrou, e não quem fica. Acompanhe a taxa de abertura dos inscritos pela etiqueta da janela nos 30 dias seguintes ao cadastro.

Em post com pouca visita, o par oscila muito. Espere pelo menos cem cliques no botão antes de tirar conclusão.

“Qual post do seu blog ainda pede o email antes de o leitor pedir algo?”

76%. Foi a parte dos moradores que aceitou a placa grande depois do adesivo pequeno, contra 17% sem o primeiro pedido (Freedman e Fraser, 1966).

 
 
Quiz da edição

No experimento de Freedman e Fraser (Stanford, 1966), qual foi a taxa de aceitação da placa grande entre os moradores que duas semanas antes já tinham aceitado colar o adesivo pequeno na janela?

A17%
B76%
C50%
D94%

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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