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O passo: escrever os quatro blocos do próximo post à mão, numa folha, antes de abrir o editor do blog. Dez minutos de caderno para um post só.
Escrever à mão força a frase curta. No editor, a tendência é desenvolver cada ideia na hora; no papel, cada bloco cabe em uma ou duas linhas, e o roteiro fica visível de uma vez.
COMO ESCOLHER O POST
Escolha o próximo post da sua lista de pautas, de preferência um que responda a uma busca concreta. Assunto amplo como "dicas de jardinagem" não tem complicação clara; "por que a folha da orquídea enruga" tem.
Se a lista estiver vazia, abra o Google Search Console, no relatório de desempenho, e procure consultas que já trazem visitantes para o blog sem um post dedicado a elas.
OS CINCO PASSOS
1. Escreva a situação em uma frase, com o que o leitor já faz ou já sabe antes de chegar ao post.
2. Escreva a complicação em uma frase, com o sintoma que ele digitou na busca, nas palavras dele.
3. Escreva a pergunta que a complicação provoca. Se saírem duas perguntas, são dois posts: guarde a segunda na lista de pautas.
4. Escreva a resposta em uma frase completa, com sujeito e verbo. "Fermento e temperatura" não é resposta; "a água acima de 40 graus estraga o fermento" é.
5. Abaixo da resposta, liste de três a cinco argumentos que a sustentam. Cada argumento vira um subtítulo do post, na ordem em que o leitor precisa deles.
COMO O ROTEIRO VIRA TEXTO
A situação e a complicação viram o primeiro parágrafo. A pergunta fica implícita na passagem entre os dois. A resposta aparece no fim da introdução, antes do primeiro subtítulo, e os argumentos ocupam o corpo.
Num post sobre orquídea, a abertura sai assim: "Você rega uma vez por semana e deixa a orquídea perto da janela. Mesmo assim, as folhas começaram a enrugar. Folha enrugada quase sempre é raiz seca ou podre, e a cor da raiz diz qual das duas."
Três frases, e o leitor sabe onde está a resposta antes de descer.
O ERRO DO PRIMEIRO ROTEIRO
Guardar a resposta para o fim, como o desfecho de um conto. Post de blog não é suspense: o visitante procurou uma solução e quer a confirmação de que ela está ali. Minto coloca a resposta no topo da pirâmide justamente para o leitor ter a conclusão antes dos detalhes.
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