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O post pilar em 7 peças e 1 botão

O SB7 de Donald Miller põe o leitor como herói e o blog como guia, com um pedido só no fim, medido em cliques em 30 dias.

Caderno aberto com sete quadros desenhados a lápis em sequência e um único botão colorido no último quadro

Sete peças antes de um botão só.

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O cursor pisca no fim do post pilar, e a roda do mouse faz um tique seco a cada linha descida. São 3.200 palavras, e no rodapé esperam quatro botões lado a lado: baixe o ebook, assine a newsletter, siga no Instagram, conheça o curso.

Post pilar é o texto mais completo do blog sobre o tema principal, aquele que os outros posts apontam com links internos. Ele recebe a maior parte das visitas vindas da busca e carrega o trabalho de transformar visita em contato.

Quem chega ao fim desse texto encontra quatro portas abertas ao mesmo tempo. Na maioria das vezes, não escolhe nenhuma e fecha a aba.

O texto também conta a história errada. Os primeiros parágrafos falam do autor: quando começou, quanto estudou, por que o tema importa pra ele. O leitor, que chegou com um problema na cabeça, procura a si mesmo no texto e não encontra.

Roteirista de cinema conhece o defeito. Num filme, o herói tem um problema, encontra alguém mais experiente, recebe um plano e é desafiado a agir. Se o mentor rouba a cena, o público perde o fio.

A técnica de hoje pertence ao pilar escrever. Ela pega essa estrutura de roteiro, organizada em sete peças, e aplica ao post pilar: o leitor no papel de herói, o blog no papel de guia e um pedido só, no fim.

Reescrever o post pilar não pede texto novo do zero. A maior parte do conteúdo continua lá; mudam a ordem, o sujeito das frases e o número de botões.

O número pra acompanhar é a quantidade de cliques no botão único do fim, contada em 30 dias depois da troca.

Abaixo, as sete peças do esquema, como reescrever o post pilar do seu blog peça por peça e como medir os cliques no botão sem confundir a leitura.

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I  A técnica de hoje

Sete peças de roteiro

A técnica: reescrever o post pilar em sete peças de história, com o leitor como herói, o blog como guia e um pedido só antes do ponto final. O esquema se chama SB7 (StoryBrand em sete partes) e foi publicado por Donald Miller em 2017.

Donald Miller é um escritor americano que passou anos estudando roteiro de cinema antes de aplicar a mesma estrutura ao texto de marca. O livro Building a StoryBrand (Construindo uma Marca com História, HarperCollins, 2017) organiza a ideia em sete peças fixas, sempre na mesma ordem.

AS SETE PEÇAS

Cada peça responde a uma pergunta do leitor, e a ordem segue a de um filme:

• Um personagem: quem é o leitor e o que ele quer.

• Tem um problema: o obstáculo concreto e o incômodo que ele causa.

• E encontra um guia: o blog, com empatia pelo problema e prova de competência.

• Que dá um plano: três passos simples, em ordem.

• E o chama pra ação: o pedido único, num botão.

• Que o ajuda a evitar o fracasso: o custo de continuar como está.

• E termina em sucesso: a cena do leitor com o problema resolvido.

O HERÓI É O LEITOR

O erro mais caro do post pilar é escalar o autor como protagonista. Miller resume a regra numa frase do livro: o cliente é o herói da história, a marca é o guia.

No post, a troca aparece no sujeito das frases. Onde estava “eu aprendi a montar uma horta”, entra “você quer colher alface na varanda e não sabe por onde começar”.

O GUIA TEM DUAS FALAS

O guia aparece com duas falas curtas. A primeira é empatia, uma linha que nomeia o incômodo do leitor. A segunda é competência, uma prova concreta: anos de prática, número de hortas montadas, um resultado verificável.

O blog entra na história pra ajudar o herói, nunca pra tomar o lugar dele.

UM PEDIDO SÓ

Miller defende a clareza acima de tudo na mesma obra: “Se você confunde, você perde” (If you confuse, you'll lose, Building a StoryBrand, 2017). Quatro botões no rodapé confundem, porque cada um pede uma decisão diferente.

O SB7 deixa um pedido só no fim do post. Os outros convites saem do texto e ficam no menu ou na barra lateral, onde já moram.

O pedido único também facilita a medição. Com um botão só, cada clique conta a favor da mesma oferta, e a comparação entre antes e depois da reescrita fica limpa.

O LIMITE DO ESQUEMA

O esquema serve ao post que resolve um problema do leitor. Notícia curta, crônica e lista de inspiração não têm herói com obstáculo, e forçar as sete peças nelas deixa o texto artificial.

 
 

II  No seu blog

O pilar reescrito

O passo: abrir o post pilar, marcar no texto as sete peças, reescrever as que faltam e apagar todos os botões do rodapé, menos um. Leva uma tarde.

ACHAR O POST PILAR

Se você não sabe qual é o seu, abra o Google Search Console (a ferramenta gratuita do Google que mostra as buscas que trazem visitas) e ordene as páginas por cliques nos últimos 90 dias. O post do tema central com mais cliques é o pilar.

OS PASSOS NO SEU BLOG

1. Copie o texto inteiro do post pilar pra um documento em branco.

2. Escreva na margem, ao lado de cada parágrafo, a peça do SB7 que ele cumpre: personagem, problema, guia, plano, ação, fracasso ou sucesso.

3. Corte ou desça pro fim os parágrafos sem peça, como a história de como você chegou ao tema.

4. Reescreva a abertura com o leitor como sujeito: o que ele quer e o que o impede.

5. Escreva as duas falas do guia, uma de empatia e uma de competência, em até três linhas.

6. Resuma o plano em três passos numerados, logo antes do corpo detalhado.

7. Escolha o pedido único e apague os outros botões do rodapé.

8. Anote a data da troca no topo de uma planilha.

A ESCOLHA DO PEDIDO

O pedido certo é o próximo passo natural do plano. Num post sobre horta na varanda, o botão pode levar à lista de sementes da estação em troca do email. O texto do botão diz o que o leitor recebe, nunca só “clique aqui”.

O FRACASSO E O SUCESSO

As duas últimas peças ficam perto do botão. Uma frase mostra o custo de não agir, como mais uma estação com vasos vazios. Outra mostra a cena resolvida, como a primeira salada colhida na varanda.

O leitor clica quando enxerga a si mesmo na cena do fim.

O TESTE DO ESTRANHO

Mostre só a abertura e o rodapé pra alguém que não conhece o blog. Se a pessoa diz em uma frase quem é o herói, o que ele quer e qual botão apertar, a reescrita funciona. Se ela hesita entre opções, sobrou pedido.

O MESMO BOTÃO EM DOIS LUGARES

Post longo pode repetir o mesmo botão no meio, logo depois do plano. Continua sendo um pedido só: mesma oferta, mesmo texto, mesmo destino.

 

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III  O número pra olhar

Cliques no botão único

Pra saber se a reescrita funciona, conte os cliques no botão do fim nos 30 dias depois da troca e compare com os 30 dias antes. É o número do teste: cliques no pedido único.

ONDE CONTAR

No GA4, o Google Analytics 4 (a ferramenta gratuita do Google que mede as visitas), o clique em link de saída aparece no evento click, ligado por padrão na medição otimizada. Se o botão leva a uma página do seu próprio site, conte as visitas a essa página vindas do post pilar.

Ferramentas de formulário, como as de captura de email, também mostram cadastros por página de origem. O número de cadastros confirma o de cliques.

O PERÍODO ANTES

Antes da troca, os quatro botões dividiam os cliques. Some os cliques de todos eles nos 30 dias anteriores: esse total é a base da comparação, porque o pedido único precisa vencer os quatro juntos.

A CONTA

Um blog de horta caseira tinha, nos 30 dias antes, 41 cliques somados nos quatro botões do post pilar, com 2.900 visitas. Nos 30 dias depois, com o botão único da lista de sementes, foram 87 cliques com 3.000 visitas.

A taxa saiu de 1,4% pra 2,9% das visitas. Os números são do exemplo, pra mostrar a conta; o seu GA4 vai dar os dele.

POR QUE DIVIDIR PELAS VISITAS

Se o post ganha tráfego no mês da troca, os cliques sobem sem mérito do texto. Dividir os cliques pelas visitas do mesmo período mostra a mudança da página, separada da mudança da busca.

QUANDO OS CLIQUES CAEM

Se os cliques caem, o pedido escolhido talvez não seja o próximo passo do plano. Troque a oferta do botão e mantenha o resto do texto, pra saber qual das duas mudanças pesou.

A PLANILHA

Cinco colunas: data da troca, cliques antes, visitas antes, cliques depois e visitas depois. A taxa sai de uma divisão em cada linha.

O PRÓXIMO PILAR

Com o primeiro pilar medido, repita as sete peças no segundo post com mais cliques no Search Console. Cada post reescrito ganha uma linha nova na planilha, com a própria data de troca.

“Qual dos quatro botões do seu post pilar sobrevive à reescrita?”

30 dias de contagem e um botão só. É o teste do SB7 publicado por Donald Miller em Building a StoryBrand (HarperCollins, 2017), lido nos cliques do GA4.

 
 
Quiz da edição

No teste de resultado da técnica, o texto pede para comparar os cliques no botão único em quantos dias antes e depois da troca?

A7 dias
B15 dias
C30 dias
D90 dias

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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Clímax da temporada

Maratona dos 7 dias finais

◆◆◆◆◆3031

Dia 6 de 7 · a temporada de outubro fecha 31/10

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Até amanhã, com o próximo passo.

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