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A técnica: reescrever o post pilar em sete peças de história, com o leitor como herói, o blog como guia e um pedido só antes do ponto final. O esquema se chama SB7 (StoryBrand em sete partes) e foi publicado por Donald Miller em 2017.
Donald Miller é um escritor americano que passou anos estudando roteiro de cinema antes de aplicar a mesma estrutura ao texto de marca. O livro Building a StoryBrand (Construindo uma Marca com História, HarperCollins, 2017) organiza a ideia em sete peças fixas, sempre na mesma ordem.
AS SETE PEÇAS
Cada peça responde a uma pergunta do leitor, e a ordem segue a de um filme:
• Um personagem: quem é o leitor e o que ele quer.
• Tem um problema: o obstáculo concreto e o incômodo que ele causa.
• E encontra um guia: o blog, com empatia pelo problema e prova de competência.
• Que dá um plano: três passos simples, em ordem.
• E o chama pra ação: o pedido único, num botão.
• Que o ajuda a evitar o fracasso: o custo de continuar como está.
• E termina em sucesso: a cena do leitor com o problema resolvido.
O HERÓI É O LEITOR
O erro mais caro do post pilar é escalar o autor como protagonista. Miller resume a regra numa frase do livro: o cliente é o herói da história, a marca é o guia.
No post, a troca aparece no sujeito das frases. Onde estava “eu aprendi a montar uma horta”, entra “você quer colher alface na varanda e não sabe por onde começar”.
O GUIA TEM DUAS FALAS
O guia aparece com duas falas curtas. A primeira é empatia, uma linha que nomeia o incômodo do leitor. A segunda é competência, uma prova concreta: anos de prática, número de hortas montadas, um resultado verificável.
O blog entra na história pra ajudar o herói, nunca pra tomar o lugar dele.
UM PEDIDO SÓ
Miller defende a clareza acima de tudo na mesma obra: “Se você confunde, você perde” (If you confuse, you'll lose, Building a StoryBrand, 2017). Quatro botões no rodapé confundem, porque cada um pede uma decisão diferente.
O SB7 deixa um pedido só no fim do post. Os outros convites saem do texto e ficam no menu ou na barra lateral, onde já moram.
O pedido único também facilita a medição. Com um botão só, cada clique conta a favor da mesma oferta, e a comparação entre antes e depois da reescrita fica limpa.
O LIMITE DO ESQUEMA
O esquema serve ao post que resolve um problema do leitor. Notícia curta, crônica e lista de inspiração não têm herói com obstáculo, e forçar as sete peças nelas deixa o texto artificial.
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