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O mídia kit de 1 página que vai para 10 marcas
Visitas, perfil do leitor e preço do post patrocinado numa folha só, enviada a 10 marcas do nicho, e quantas respondem em 2 semanas.
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Uma folha, três números, dez marcas.
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A impressora solta um estalo seco e a folha sai morna, com cheiro de toner. Numa só página cabem três blocos: quantas visitas o blog recebe por mês, quem é o leitor e quanto custa um post patrocinado. Em cima da mesa, uma lista com dez nomes de marcas escritos a caneta.
A maior parte dos blogs que vive de conteúdo espera a marca aparecer. Um dia chega um email genérico perguntando "quanto você cobra por uma publicação?", e o autor responde no susto, com um preço inventado na hora e sem nenhum dado que sustente o valor.
Quem espera fica com a iniciativa do lado de quem paga. A marca escolhe quando procura, quanto oferece e o que quer ver publicado. O blog só reage.
O mídia kit (o documento de apresentação que um veículo manda para anunciantes) inverte a ordem. Revistas e jornais usam o formato há décadas para vender página de anúncio: tiragem, perfil de quem lê e tabela de preço, tudo num papel que o departamento comercial entrega pronto.
Blog pequeno costuma achar que mídia kit é assunto de portal grande. A versão que interessa aqui é enxuta de propósito. Uma página, em PDF, que a pessoa responsável pelo marketing da marca lê em um minuto, entre uma reunião e outra, sem precisar abrir planilha nem rolar tela.
A técnica de faturar desta edição é montar esse PDF de uma página e enviar a dez marcas do seu nicho na mesma semana. Os dez emails saem escritos um a um, cada um com o nome de quem vai ler e um motivo para aquela marca em particular.
O ponto forte do método está no número que ele gera. Em duas semanas, o blog descobre quantas das dez marcas respondem, e esse número diz se o problema está no preço, no público ou na abordagem.
Nas três partes abaixo: o que entra na folha, o envio passo a passo e como ler as respostas.
Continue lendo ↓
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I A técnica de hoje
Três blocos numa folha
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A técnica de hoje é reunir, numa única página em PDF, as visitas mensais do blog, o perfil do leitor e o preço de um post patrocinado. Nada além de três blocos, um cabeçalho com o nome do blog e uma linha de contato no pé.
A página única obriga a escolher. Mídia kit de doze páginas, com a história do autor, prêmios e depoimentos, fica na pasta de downloads da marca sem ser aberto. A folha única é lida porque cabe na atenção de quem recebe.
O BLOCO DAS VISITAS
O primeiro bloco traz o número que a marca procura antes de qualquer outro: visitas por mês. Use a média dos últimos três meses no Google Analytics, arredondada para baixo, e escreva o período. Por exemplo: "18 mil visitas por mês, média de julho a setembro".
Arredondar para baixo protege o blog. Se a marca pedir o print do painel e o número bater ou passar, a confiança sobe. Se o número do PDF for maior que o do painel, a negociação acaba ali.
Junto das visitas, entram mais dois números curtos, se o blog tiver: o tamanho da lista de email e a taxa de abertura dela. Para marca de nicho, 2 mil assinantes que abrem o email valem mais que 50 mil visitas de passagem.
O BLOCO DO LEITOR
O segundo bloco responde a pergunta que decide o anúncio: quem lê. Idade, região e o que o leitor faz ou quer fazer. O Google Analytics mostra idade, gênero e cidade na aba de dados demográficos; a lista de email pode mostrar o resto, se o blog já aplicou uma pesquisa curta aos assinantes.
Escreva o leitor numa frase que a marca reconhece. Um blog de finanças pessoais pode dizer: "Mulheres de 28 a 40 anos, capitais do Sudeste, organizando a primeira reserva de emergência." A marca de aplicativo de controle de gastos lê e entende que o público dela está ali.
O BLOCO DO PREÇO
O terceiro bloco traz o preço do post patrocinado (o texto publicado no blog, pago pela marca e identificado como publicidade). Um preço, um formato e o que ele inclui: o post, um link, uma menção na newsletter e quanto tempo fica no ar.
Um jeito simples de chegar ao número é partir do CPM (custo por mil visualizações, a unidade de preço da publicidade on-line). Se o post deve somar 5 mil leituras e o blog cobra R$ 60 por mil, o preço sai em R$ 300. O valor por mil varia muito de nicho para nicho; comece por um que você consiga defender e ajuste pelas respostas.
O QUE A FOLHA DEIXA DE FORA
Pacote com cinco opções, tabela de descontos, "preço sob consulta" e depoimento de leitor. Cada item extra dá à marca um motivo a mais para adiar a resposta. Uma oferta clara recebe um sim, um não ou uma contraproposta, e as três respostas servem.
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II No seu blog
Dez emails, um por marca
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O passo de hoje é montar o PDF, escolher dez marcas que já anunciam para o seu leitor e mandar a cada uma um email curto com a folha anexada. Uma tarde para o PDF, outra para a lista e os envios.
O Canva tem modelos gratuitos de uma página que resolvem o layout; o Google Docs também serve, exportado em PDF. O que importa é a leitura em um minuto: título grande, três blocos separados e o contato visível.
OS SEIS PASSOS
1. Anote as visitas mensais dos últimos três meses no Google Analytics, faça a média e arredonde para baixo. Anote também o tamanho da lista e a taxa de abertura.
2. Escreva a frase do leitor com idade, região e o objetivo que ele persegue. Leia em voz alta: se uma marca do nicho não se reconhece nela, reescreva.
3. Defina um preço para o post patrocinado pela conta do CPM e liste o que ele inclui. Um preço só.
4. Monte a folha no Canva ou no Google Docs, exporte em PDF e dê um nome de arquivo que a marca entende: "midia-kit-nome-do-blog.pdf".
5. Faça a lista das dez marcas. Procure quem já patrocina outros blogs, perfis ou newsletters do seu tema, porque essas marcas já têm verba e já sabem comprar esse formato. Para cada uma, ache no LinkedIn o nome da pessoa de marketing ou de parcerias.
6. Escreva dez emails, um por vez, e envie todos na mesma semana. Registre a data de cada envio numa planilha simples, com uma coluna para a resposta.
O EMAIL QUE ACOMPANHA A FOLHA
Cinco linhas bastam. Na primeira, o nome da pessoa e o motivo de escrever para aquela marca: um produto que o blog já citou, uma campanha que ela fez com outro veículo. Na segunda, o leitor do blog em uma frase. Na terceira, a proposta: um post patrocinado, com o mídia kit anexado. Na quarta, uma pergunta que se responde com sim ou não. Na quinta, a assinatura com o link do blog.
O assunto do email carrega o nome do blog e o tema, sem enfeite: "Parceria com o blog Casa Organizada, leitoras de 28 a 40 anos".
O SEGUNDO CONTATO
Sete dias depois do primeiro envio, quem não respondeu recebe uma mensagem de duas linhas no mesmo fio do email: a pergunta de novo e a folha anexada outra vez. Um segundo contato só. Mais que isso vira insistência e queima a marca para o futuro.
O ERRO DA PRIMEIRA SEMANA
Mandar o mesmo texto com cópia oculta para as dez. A pessoa de marketing recebe dezenas de propostas assim por semana e reconhece a mensagem em massa na primeira linha. O email escrito para ela é o que faz a folha ser aberta.
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