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A página Trabalhe Comigo com 1 serviço e o preço escrito
Um serviço, escopo, prazo e preço em reais numa página só, linkada no fim dos 3 posts mais lidos, e quantos formulários chegam por mês.
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Um serviço, um prazo, um preço.
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O ventilador do notebook zumbe baixo e a caixa de entrada carrega devagar. Às sete da manhã, três avisos novos do formulário do blog: um nome, um email e a mesma mensagem nas três, "quanto custa?".
Quem recebe essa pergunta todo dia já sabe o roteiro. Responde com um orçamento montado na hora, espera dois dias e não ouve mais nada. A pessoa queria saber o valor para decidir se valia a conversa, e a resposta chegou tarde demais.
O leitor que chega ao fim de um post útil está no melhor momento para contratar quem escreveu. Leu, resolveu metade do problema e confia no autor. Falta só um lugar para onde ir.
Na maioria dos blogs pequenos, esse lugar não existe ou está escondido no rodapé, com o nome genérico de "Serviços". Lá dentro, cinco ofertas, nenhuma com preço, e um botão "solicite um orçamento" que joga o trabalho de volta para o leitor.
A técnica de faturar desta edição é a página Trabalhe Comigo feita ao contrário: um serviço só, com o que está incluído, em quantos dias fica pronto e quanto custa em reais, tudo escrito antes do formulário.
O nome da página vem do inglês "work with me", comum em blogs de consultores e freelancers: o endereço onde o leitor descobre que o autor também presta serviço. Em português, "Trabalhe comigo" diz a mesma oferta sem precisar traduzir.
Preço escrito assusta quem vende. Parece que vai afastar gente. O efeito costuma ser o oposto: afasta quem nunca ia pagar e traz quem já leu o valor e continua interessado.
A segunda metade da técnica é o caminho até a página. Ela entra como link no fim dos três posts mais lidos do blog, onde está o leitor que acabou de confiar no autor.
Nas três partes abaixo: como montar a página, onde e como colocar os links, e o número que mostra se a página vende.
Continue lendo ↓
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I A técnica de hoje
Uma oferta com preço à vista
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A técnica de hoje é uma página com um único serviço, descrito por escopo, prazo e preço em reais, e um formulário curto no fim. Nada de lista de ofertas, portfólio longo ou texto sobre a trajetória do autor.
Escopo é a lista do que o cliente recebe e do que fica de fora. Prazo é o número de dias úteis entre o pagamento e a entrega. Preço é o valor final, com a forma de pagamento. Os três juntos respondem as perguntas que o leitor faria no primeiro email.
POR QUE UM SERVIÇO SÓ
Quem oferece cinco serviços obriga o leitor a comparar antes de agir. Quem oferece um pergunta apenas se ele quer ou não. A escolha do serviço sai do próprio blog: é o problema que os posts mais lidos já resolvem pela metade.
Um blog de jardinagem de apartamento, por exemplo, pode vender "plano de varanda em 7 dias": o autor recebe fotos e medidas, devolve um PDF com as plantas certas para aquela luz e a ordem de compra. Um blog de finanças pessoais pode vender "revisão do orçamento familiar em 1 chamada de 60 minutos".
O QUE O ESCOPO PRECISA DIZER
Três a cinco itens, cada um com um verbo e um objeto: "análise das fotos da varanda", "lista de 8 a 12 plantas com o preço médio", "1 rodada de ajuste por email". Logo abaixo, uma linha com o que não entra: "não inclui compra, entrega nem visita".
A linha do que não entra evita a maior parte das brigas depois da venda. O cliente sabe o limite antes de pagar, e o autor não precisa negociar favor extra.
O PREÇO EM REAIS
Escreva o valor cheio, com a forma de pagamento: "R$ 480, em até 3 vezes no cartão ou à vista no Pix". Sem faixa de valor, sem "sob consulta". Um valor que o leitor lê e decide.
Para chegar ao número, some as horas que o serviço toma, do primeiro email à entrega, e multiplique pelo valor da sua hora. Se o plano de varanda leva 6 horas e a hora vale R$ 80, o preço fica em R$ 480. Suba o valor quando os formulários passarem da sua capacidade de atender.
O FORMULÁRIO
Quatro campos bastam: nome, email, uma frase sobre o problema e uma pergunta de filtro ligada ao serviço, como "qual o tamanho da sua varanda?". O botão diz o que acontece depois: "quero o plano", nunca "enviar".
Logo acima do formulário, uma linha diz quando a pessoa recebe resposta: "respondo em até 2 dias úteis". Cumprir esse prazo vale tanto quanto o preço escrito.
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II No seu blog
Três links no fim dos posts
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O passo de hoje é publicar a página e colocar um link para ela no último parágrafo dos três posts com mais visitas no blog. Uma tarde para a página, meia hora para os links.
Os três posts mais lidos aparecem no Google Analytics, no relatório de páginas e telas, filtrado pelos últimos 90 dias. Quem usa WordPress sem Analytics encontra a mesma lista em plugins de estatística como o Jetpack.
OS SEIS PASSOS
1. Escolha o serviço pelo problema que os três posts mais lidos resolvem pela metade. Escreva o nome dele em até seis palavras, com o resultado e o prazo.
2. Liste o escopo em três a cinco itens e escreva a linha do que não entra.
3. Calcule o preço pelas horas do serviço vezes o valor da sua hora e escreva o valor cheio, com a forma de pagamento.
4. Monte a página com quatro blocos, nesta ordem: o nome do serviço, o escopo, o prazo e o preço, e o formulário de quatro campos.
5. No último parágrafo de cada um dos três posts, escreva uma frase que liga o assunto do post ao serviço e termina no link da página.
6. Crie uma planilha com uma linha por mês e três colunas: formulários recebidos, conversas iniciadas e serviços vendidos.
A FRASE DO LINK
O link no fim do post funciona quando continua o raciocínio do texto. Num post sobre plantas de sombra, a frase pode ser: "Se a sua varanda pega menos de 2 horas de sol e você quer a lista pronta, eu monto o plano em 7 dias por R$ 480." O preço já aparece ali, e quem clica chega sabendo o valor.
Frase genérica como "conheça meus serviços" pede um clique sem dizer para quê. A frase específica diz o problema, o prazo e o preço, e o clique vem de quem já se reconheceu no texto.
ONDE A PÁGINA TAMBÉM ENTRA
Depois dos três posts, o link vai para o menu do blog com o nome "Trabalhe comigo" e para a assinatura da newsletter, se o blog tiver uma. O menu recebe menos cliques que o fim do post, mas dá à página um endereço fixo que o leitor encontra de volta.
O ERRO DO PRIMEIRO MÊS
Mexer na página toda semana. Com pouco tráfego, os formulários chegam em ritmo irregular, e uma semana vazia não diz nada. Deixe página, preço e links parados por 30 dias antes de trocar qualquer palavra.
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