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A calculadora de 3 campos no post de preço

Três dados do leitor, um número calculado no email dele e a conversão por mil visitas contra o PDF de sempre.

Calculadora de mesa antiga sobre um balcão de cozinha, junto de um caderno aberto e de uma xícara

Três campos, um número, um email.

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O ventilador do notebook acelera quando a planilha abre, e o cursor pisca na célula C4, vazia. A confeiteira quer saber quanto cobrar por um bolo de aniversário de dois quilos. Ela digitou a pergunta no Google e caiu num post chamado “Como calcular o preço do seu bolo”.

O post é bom. Explica custo de ingrediente, gás, embalagem e hora de trabalho. No pé da página, um botão oferece a planilha de precificação em PDF, em troca do email. Ela lê o botão, rola de volta pro texto e fecha a aba sem baixar nada.

O PDF prometia ensinar a conta. Ela queria o resultado da conta, para o bolo dela, naquela tarde. Entre o que o blog oferece e o que a leitora procura sobra um passo inteiro de trabalho, e é ela quem teria de dar esse passo depois de abrir o arquivo.

Todo nicho tem um post de preço. Quanto cobrar por um bolo, quanto custa reformar um banheiro, quanto gastar numa viagem de sete dias a Portugal, quanto rende uma aplicação de R$ 5 mil. Quem chega nele chega com um número na cabeça e uma dúvida sobre esse número.

A técnica de hoje troca o PDF desse post por uma calculadora de três campos. O leitor preenche três dados do caso dele, aperta um botão, vê uma faixa do resultado na tela e recebe o número exato no email. O email vira o endereço de entrega da resposta.

É do pilar captar, porque transforma visita de busca em inscrito da lista. Não pede post novo: usa o post de preço que já recebe gente do Google todo mês, sem anúncio.

E tem um número pra acompanhar: quantas inscrições a calculadora gera a cada mil visitas do post, contra quantas o PDF gerava no mesmo endereço.

Abaixo, de onde vem a ideia, como montar a calculadora no seu blog e onde ler a conversão.

Continue lendo ↓

 

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I  A técnica de hoje

A conta no lugar do arquivo

A técnica: no post de preço do seu nicho, trocar o PDF de isca por uma calculadora de três campos que devolve um número calculado pro caso do leitor e entrega esse número por email. A isca deixa de ser material pra ler depois e passa a ser uma resposta pronta na hora.

DE ONDE VEM A ISCA

Isca digital (lead magnet, em inglês: material gratuito oferecido em troca do email) é a peça central da captação de lista em blog desde os anos 1990. Seth Godin deu nome à lógica em 1999, no livro Permission Marketing (marketing de permissão): o leitor autoriza seus emails quando recebe algo útil antes de qualquer pedido.

“Turning Strangers into Friends and Friends into Customers” (transformar estranhos em amigos e amigos em clientes). Seth Godin, Permission Marketing, 1999.

A frase é o subtítulo do livro, e resume a troca: o primeiro contato precisa ser um presente pequeno e útil pra quem recebe. Godin não fala de PDF nem de calculadora. Fala do critério, e o critério serve pra julgar qualquer isca.

POR QUE O PDF CANSOU

O PDF virou a isca padrão dos blogs porque é barato de produzir: um texto, um modelo do Canva e um link. Só que ele cobra do leitor quatro tarefas depois do email: baixar, abrir, ler e aplicar.

No post de preço, o leitor veio buscar um número. Um arquivo que ensina a chegar ao número adia a resposta pra depois. E o depois, no celular, quase nunca chega.

POR QUE A CALCULADORA SEGURA

A calculadora devolve o número do caso dele: o bolo dele, o banheiro dele, a viagem dele. O esforço é pequeno, três campos, e o resultado é pessoal.

Quem digitou três dados já investiu um minuto na conta. Deixar o email pra receber o resultado detalhado é o passo seguinte do mesmo gesto, e não uma troca nova que pede outra decisão.

POR QUE TRÊS CAMPOS

Cada campo a mais é uma pergunta a mais antes do resultado. Com três, o formulário cabe na tela do celular sem rolar.

Escolha os três dados que mais mudam o resultado no seu nicho. No bolo: custo dos ingredientes, horas de trabalho e valor da sua hora. Na reforma: metros quadrados, padrão do acabamento e cidade. O resto da conta (margem, imposto, taxa) entra fixo na fórmula.

O QUE NÃO É

Não é questionário de perfil com perguntas de múltipla escolha. A calculadora não classifica o leitor: faz uma conta com os números que ele digita e devolve outro número, em reais, metros ou dias.

Também não esconde o resultado inteiro. A tela mostra uma faixa arredondada, e o email leva o número exato com a conta aberta, item por item.

 
 

II  No seu blog

Três campos no post de preço

O passo: achar o post de preço que mais recebe visita do Google, montar a calculadora com três campos e um botão, ligar o envio do resultado à sua ferramenta de email e trocar o botão do PDF pela calculadora. Num blog em WordPress, a primeira versão sai numa tarde.

ACHAR O POST DE PREÇO

No Google Search Console (painel gratuito do Google que mostra as buscas que trazem gente ao site), abra Desempenho, Resultados da pesquisa, e filtre as consultas que contêm preço, quanto custa, quanto cobrar ou valor. O post com mais cliques nessas consultas é o seu post de preço.

ESCREVER A FÓRMULA

Antes de abrir qualquer plugin, escreva a conta num papel. No blog de confeitaria: preço igual a ingredientes mais horas vezes o valor da hora, com 30% de margem por cima.

Teste com um caso: R$ 60 de ingredientes, quatro horas a R$ 25 a hora. A conta dá R$ 160 de custo e R$ 208 de preço. Se o número parece absurdo pra quem é do ramo, a fórmula está errada, e é melhor descobrir no papel.

ONDE MONTAR

No WordPress, plugins de formulário com campo de cálculo fazem a conta sem código. No Gravity Forms (plugin pago de formulários), o campo Number tem a opção Enable Calculation (ativar cálculo), onde você cola a fórmula usando os outros campos.

Pra entregar o resultado, ligue o formulário à sua ferramenta de email (Mailchimp, MailerLite ou beehiiv) pela integração do próprio plugin ou pelo Zapier (serviço que conecta aplicativos sem programar).

OS PASSOS NO SEU BLOG

1. Escreva a fórmula com os três campos e teste com três casos reais antes de montar.

2. Crie o formulário com os três campos numéricos, o campo de email e o botão Calcular.

3. Ative o cálculo e mostre na tela uma faixa do resultado, arredondada pra dezena.

4. Configure o email automático com o número exato e a conta linha a linha.

5. Ligue o formulário à lista com uma etiqueta (tag, marcador que separa inscritos pela origem) chamada calculadora.

6. Cole o formulário no post, logo depois do parágrafo que explica a conta, no lugar do botão do PDF.

7. Teste no celular com o seu email e confira se o resultado chega em menos de dois minutos.

O EMAIL DO RESULTADO

O assunto leva o número: “Seu bolo de dois quilos: R$ 208”. O corpo abre a conta, linha por linha, e termina com um link de volta pro post. É o primeiro email que o leitor recebe de você, e ele abre, porque traz o caso dele.

UM EXEMPLO

Um blog de confeitaria com 120 posts trocou o PDF de precificação do post “Como calcular o preço do seu bolo” pela calculadora de ingredientes, horas e valor da hora. A montagem levou uma tarde, com Gravity Forms e a integração com o Mailchimp.

 

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III  O número pra olhar

Inscrições a cada mil visitas

Pra saber se a calculadora trabalha melhor que o PDF, conte quantas inscrições o post de preço gera a cada mil visitas, antes e depois da troca. É a conversão por mil visitas, e ela compara as duas iscas no mesmo endereço.

A CONTA

Divida as inscrições do período pelas visitas do post no mesmo período e multiplique por mil. Com 3.400 visitas e 41 inscrições, a conta dá 12 por mil.

ONDE LER AS VISITAS

No Google Analytics 4 (GA4, a ferramenta gratuita do Google que mede as visitas do site), abra Relatórios, Engajamento, Páginas e telas. Filtre pelo endereço do post de preço e anote a coluna Visualizações dos 30 dias.

ONDE LER AS INSCRIÇÕES

Na ferramenta de email, filtre os inscritos pela etiqueta calculadora no período. Pro período antigo, use a etiqueta do PDF ou o relatório do formulário, que mostra quantas inscrições cada formulário recebeu.

ANTES E DEPOIS

Compare os 30 dias anteriores à troca, com o PDF, e os 30 dias seguintes, com a calculadora. No blog de confeitaria do exemplo, o PDF deu 41 inscrições em 3.400 visitas: 12 por mil. Os números são do exemplo, pra mostrar a conta; o seu painel vai dar os do seu blog.

POR QUE POR MIL

As visitas mudam de um mês pro outro com a época do ano e com a posição no Google. Dividir por mil visitas tira o tráfego da comparação e deixa só a força da isca.

O QUE CONFERIR

Uma calculadora pode atrair gente que só queria o número e some depois. Pra saber, olhe a abertura do segundo email da sequência entre os inscritos da etiqueta calculadora e compare com os inscritos do PDF.

Se a conversão sobe e a abertura do segundo email cai muito, a calculadora traz volume sem leitor. Ajuste o primeiro email pra prometer o que vem depois do número.

A PLANILHA

Guarde quatro colunas por mês: visitas do post, inscrições, conversão por mil e abertura do segundo email. Quando a conversão estabilizar, leve a calculadora pro segundo post de preço da lista do Search Console.

“Qual post de preço do seu blog ganharia uma calculadora de três campos?”

38 inscrições por mil visitas. Foi a conversão da calculadora no post de preço do blog de confeitaria do exemplo, com 137 inscrições em 3.600 visitas nos 30 dias seguintes à troca, lida no GA4 e no relatório do formulário.

 
 
Quiz da edição

No exemplo de teste da fórmula citado no texto, com R$ 60 de ingredientes e quatro horas de trabalho a R$ 25 a hora, qual foi o preço final calculado com a margem de 30%?

AR$ 160
BR$ 190
CR$ 208
DR$ 240

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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